Cumulonimbo

Cumulonimbo

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Reportagem fotovideográfica / Dilúvio / Nordeste / 3 set '15

No fim da noite do dia 2 e início da madrugada do dia 3 de setembro de 2015, abateu-se sobre a zona leste de São Miguel uma tempestade de chuva muito intensa, que teve especial incidência na Povoação e Nordeste. A precipitação apresentou valores horários e acumulados totais extremamente elevados: no seu auge, caiu numa hora 76,8 mm, mais precipitação do que o valor mínimo de referência para o alerta vermelho, para um período de 6 horas: 60 milímetros. Nas duas horas mais chuvosas, caiu 140,4 mm. No total, estima-se um acumulado de 231,2 mm em 6 horas. Num período de 24 horas, caiu 273 mm, valor que quase alcança o extremo climatológico dos Açores, de 276 mm, registado nas Furnas, no dia 3 de outubro de 1974.
Fonte: IPMA
Como consequência desta catástrofe, registaram-se múltiplas derrocadas de dimensão considerável, nomeadamente na estrada regional que faz a ligação Povoação-Nordeste, para além de muitos estragos.
O caso mais grave foi registado no lugar da Pedreira, onde uma derrocada com dezenas de metros de extensão destruiu parte da estrada e chegou mesmo a soterrar uma casa. Três famílias foram realojadas: duas por questões de segurança; uma porque a casa foi atingida de forma mais severa.
De notar ainda que várias comunidades ficaram isoladas (como as freguesias de Água Retorta e Faial da Terra), devido a estradas e caminhos obstruídos, soterrados e danificados pelo evento. Para além disso, nota também para a dimensão do acontecimento ter causado impactos a nível psicológico em algumas pessoas, que tiveram de ser assistidas no centro de Saúde do Nordeste, o qual esteve aberto durante a noite.
Aqui se encontram registos videográficos originais da autoria de Bento Almeida.



Vídeos e fotos serão colocadas quanto antes neste blog.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Reportagem Fotográfica / Tromba d'Água / Pico / 2 set '15

No dia 2 de setembro de 2015, um membro do fórum meteopt.com, avistou uma tromba de água ao largo do Pico, a qual durou cerca de 8 minutos, recorrendo ao time-lapse da câmara SpotAzores instalada na cidade da Horta. Mais um registo, não oficialmente declarado, mas com toda a certeza um fenómeno raro nos Açores. Aqui fica a imagem, recolhida do SpotAzores.


terça-feira, 2 de setembro de 2014

Reportagem Fotográfica / Tornado / Santa Maria / 2 set '14

No dia 2 de setembro de 2014, Hélio Rebelo registou um interessante tornado, embora de fraca intensidade, ocorrido perto da zona do aeroporto de Santa Maria, que resultou da passagem de um Cumulonimbo com fortes movimentos verticais. Aqui fica o registo do fenómeno que, segundo relato seu, levantou do solo e fez girar sobre si uma quantidade considerável de detritos. O fenómeno durou alguns minutos.
Aqui ficam os registos.







sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Reportagem videográfica / "Neptuno" nas Flores / 14 fev '14 / Grupo Ocidental

Em 14 de fevereiro de 2014, uma ciclogénse explosiva atingiu o arquipélago, de forma particular o Grupo Ocidental, com ventos muito fortes e vagas muito grandes.
A completar com informação relevante assim que possível.
Aqui se encontra um vídeo da autoria da Aerográfica, que compilou os momentos mais marcantes desta tempestade nas Flores.

domingo, 13 de março de 2011

Reportagem Fotográfica / Neve / Serra de Água de Pau @ São Miguel / 13 mar '11

No dia 13 de março de 2011, verificou-se queda de neve em várias ilhas dos Açores, nomeadamente São Miguel, onde a temperatura mínima em Ponta Delgada chegou aos 7 graus. Nesta ilha, mais concretamente na Serra de Água de Pau, observei queda de neve durante a tarde. 
Depois do almoço, quando começou a cair alguns aguaceiros, fui, por precaução, à janela do sótão verificar se a serra tinha algo de interessante, como era hábito nas poucas vezes que choveu naquele dia. Foi então que notei, ao longo dos vários montes que a constituem, um nevoeiro abrangente, mas esparso, mais parecido com uma neblina, porém, com uma característica especial: a neblina "escorregava" suavamente pelas encostas, muito devagar, apresentando uma densidade variável. Continuei a acompanhar e a neblina parecia não ter um fim: à medida que descia, era trazida cada vez mais neblina desde o topo.
Neste contexto, apressei-me e, dentro de minutos, estava a iniciar a subida à serra. Então, aos 600 metros de altitude (confirmei o relevo da zona com um mapa topográfico), quando o termómetro do carro registava 5/4 graus, a chuva moderada a fraca que caía começou a reduzir de intensidade até parar, à medida que via já no monte em frente o que parecia ser flocos de neve. Aproximei-me, e no vidro do carro começaram a cair esses tais flocos, que imediatamente derretiam ao tocar no vidro, passando logo de seguida a acumular algum gelo com água. No entanto, na paisagem, nenhum vestígio de neve ou gelo: tudo derretia instantaneamente ao tocar o chão. 
Avançando pela montanha acima, o carro começou a emitir um alerta de perigo de gelo, enquanto já marcava 3 graus. Nesse momento, parámos durante alguns minutos, até acalmar. Foi aí que tirámos mais algumas fotos à neve que caía perto do topo.
Rumámos, então, ao cimo da serra; porém, só conseguimos chegar aos 900 metros: quando chegámos a um pequeno planalto, encontrámos uma paisagem rara e incrível: o solo estava todo coberto de branco! As bermas da estrada tinham gelo em quantidade considerável, e até verifiquei que alguns carros dos muitos que estavam a chegar chegaram a derrapar por breves instantes na própria estrada, onde havia bocados de gelo a derreter lentamente. Os 2 graus de temperatura, associados ao vento intenso, davam uma sensação de ainda mais frio; todavia, isso não impediu que bastantes pessoas fossem aproveitar o momento na neve!
Eis aqui os meus registos mais interessantes. 



















sábado, 27 de fevereiro de 2010

Reportagem Fotográfica / Granizo & Neve / Serra de Água de Pau / 27 fev '10

Na Lagoa, no dia 27 de fevereiro de 2010 ocorreu, durante o início da manhã (por volta das 09h00), precipitação forte, que durou cerca de 15 a 30 minutos, sendo para o fim acompanhada de pequenas mas abundantes pedras de granizo. Esta precipitação foi acompanhada de uma descida acentuada das temperaturas, tendo-se registado 7ºC de mínima nesse momento ao nível do mar, nomeadamente em Ponta Delgada (registos oficiais).
Após a ocorrência deste evento, pude observar, pela janela, a montanha a descobrir-se, mostrando assim um manto branco com alguma espessura, aproximadamente a partir dos 850/900 metros, que, devido ao facto de as temperaturas não serem baixas o suficiente, derreteu em apenas alguns minutos.
Dada a curiosidade, desloquei-me cerca de 20 minutos depois à serra, tendo observado uma interessante transição entre acumulação de granizo e neve. Alguns minutos depois de ter passado os Remédios (localidade situada entre 300 e 400 metros de altitude), comecei a encontrar gelo (inquebrável) nas bermas da estrada, cuja quantidade parecia não se alterar à medida que subia a serra. Pode-se observar pelas fotos que o gelo era formado por pequeníssimas pedras de gelo; no entanto, à medida que subia, essas pedras eram cada vez menos nítidas. Para o fim da subida, o gelo formava um aglomerado praticamente homogéneo.
No cimo da serra, por volta das 10h20, pude então verificar com os próprios olhos ainda algum gelo, não opaco, bastante moldável, e acumulado em lugares tão estreitos que só a ocorrência de neve pode explicar. Pena a temperatura do ar não ter descido tanto: cerca de 45 minutos após o evento, registei entre 5 e 6 graus. Eis aqui os registos mais relevantes.





























terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Reportagem Fotovideográfica / Tornado / Lagoa @ São Miguel / 18 dez '06

"19 de Dezembro de 2006

Na tarde de dia 18 de Dezembro, ocorreu um tornado numa povoação a Leste de Ponta Delgada, Açores.

Este fenómeno esteve associado a uma linha de instabilidade, caracterizada por nuvens de grande desenvovimento vertical, esta, em particular, assumiu maior desenvolvimento que o normal.

O fenómeno em causa iniciou-se como sendo uma tromba de água, por se ter dado em ambiente de mar, qua ao atingir terra adoptou as caacteristicas de tornado.

O tornado, tendo em linha de conta os danos provocados, pode ser classificado com F2, na Escala de Fujita, escala que vai de F1 a F5. O raio de acção deste fenómeno situou-se entre 500 e os 1000 metros, com uma espiral de 100 a 200 metros.

Há relatos de detritos projectados a mais de 100 metros, ávores destruídas, algumas causas bastante danificadas e um carro virado."

Fonte: IPMA

Logo que possível, serão colocadas fotos do respetivo tornado.